Meta revela VR Glasses, óculos de realidade virtual com 100 gramas e processamento no bolso
A Meta apresentou os Meta VR Glasses, um aparelho de realidade virtual com formato de óculos e cerca de 100 gramas, que transfere o processamento e a bateria para um módulo de bolso. O lançamento está previsto para a primavera de 2027 nos Estados Unidos, por US$ 1.299,99.
Durante o Meta Connect, em 23 de setembro de 2026, a Meta revelou os Meta VR Glasses, sua nova aposta em realidade virtual. Em vez de um capacete volumoso como a linha Quest, o produto tem cara de óculos: a armação de liga de magnésio pesa "cerca de 100 gramas", segundo a empresa, e não tem ventoinha. O truque para chegar a esse peso foi tirar quase tudo de dentro dos óculos e colocar em uma peça separada, chamada de puck, que fica no bolso ou presa na bolsa.
Como funciona o conjunto óculos + puck
Os óculos em si praticamente não fazem cálculo nenhum. Todo o processamento, a bateria e o armazenamento ficam no puck, que se conecta à armação por um cabo fino e flexível de fibra óptica, responsável por levar energia e dados. De acordo com o site especializado UploadVR, o puck pesa 300 gramas e tem aproximadamente o tamanho de dois celulares empilhados.
Na prática, isso significa que o peso deixa de ficar concentrado no rosto, que é a principal queixa de quem usa headsets de realidade virtual por muito tempo. Por outro lado, o usuário passa a carregar um cabo e um segundo aparelho. Por isso, o número de 100 gramas vale para a parte que fica na cabeça, e não para o sistema completo.
Ficha técnica anunciada
- Processador: Snapdragon Reality Elite, novo chip da Qualcomm, instalado no puck.
- Memória: 12 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, com entrada para cartão microSD.
- Telas: duas telas micro-OLED de 2412 x 2288 pixels, com 120 Hz e HDR; a Meta chama o conjunto de "5K Infinite Display" e fala em 37 pixels por grau.
- Campo de visão: 70 graus na horizontal e 66 na vertical, com lentes do tipo pancake.
- Imagem e som: suporte a Dolby Vision, certificação IMAX Enhanced e áudio espacial Dolby Atmos embutido nas hastes.
- Bateria: até três horas de reprodução contínua de vídeo em alta resolução, com carregamento rápido de 45 W.
- Controle: rastreamento de olhos, mãos e rosto; os controles Touch Plus são opcionais.
O que dá para fazer com ele
A proposta da Meta mira tanto entretenimento quanto trabalho. O aparelho pode ser comandado apenas com o olhar e gestos das mãos, sem controles, e tem visão do ambiente em cores (passthrough) por meio de câmera. A empresa também diz que integrou o agente Meta AI diretamente ao sistema operacional.
No lazer, a Meta promete mais de 75 jogos no lançamento, transmissão de filmes em 3D do Disney+ a partir de novembro e conteúdos esportivos de parceiros como NBA, MLB e ESPN, com vídeos em 180 graus. Segundo o UploadVR, o sistema é o mesmo do Quest 3 e roda o conteúdo já disponível para ele, além de aceitar os controles do Quest 3 e do Quest 3S.
Para produtividade, os óculos podem se conectar a computadores Mac e Windows sem fio ou por USB-C, funcionando como uma tela virtual. A porta USB-C com DisplayPort também permite ligar celulares, notebooks e consoles portáteis para ver a imagem deles nos óculos.
O que isso significa para você
O anúncio mostra para onde a realidade virtual está caminhando: aparelhos mais leves, parecidos com óculos comuns, com o peso distribuído pelo corpo. Mas há pontos que pesam na decisão:
- Preço alto: US$ 1.299,99, bem acima dos headsets Quest, o que coloca o produto na faixa premium.
- Autonomia curta: a Meta fala em até três horas de vídeo, número que tende a cair em jogos mais pesados.
- Cabo obrigatório: o puck precisa estar sempre conectado aos óculos.
- Controles à parte: por padrão eles não vêm na caixa, embora algumas lojas devam oferecer kits com controles.
O que ainda não se sabe
A Meta não informou se os Meta VR Glasses serão vendidos no Brasil nem quanto custariam por aqui. Também não há detalhes oficiais sobre lentes de grau. Como o produto só chega às lojas na primavera do hemisfério norte, em 2027, as especificações e o catálogo de aplicativos ainda podem mudar até lá.
Vale acompanhar os primeiros testes independentes, principalmente sobre conforto em sessões longas, duração real da bateria e desempenho em jogos, para saber se a troca do capacete por óculos com módulo de bolso cumpre o que a Meta promete.
Fontes consultadas:












