Sam Altman alerta: jovens estão delegando decisões de vida ao ChatGPT
Sam Altman alerta: jovens estão delegando decisões de vida ao ChatGPT
Para o CEO da OpenAI, usar o chatbot como conselheiro pessoal já é comum entre os mais novos, o que levanta dúvidas sobre dependência emocional e privacidade.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que há um uso do ChatGPT que o preocupa: o de conselheiro pessoal. Em fala durante um evento do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, ele disse que muitos jovens recorrem ao chatbot antes de tomar decisões importantes, inclusive as mais básicas do dia a dia. Segundo Altman, alguns simplesmente não decidem nada relevante sem antes perguntar ao ChatGPT o que fazer.
Conselheiro, e não buscador
Altman traçou uma diferença entre gerações. Os mais velhos tendem a usar a ferramenta como substituta do Google, para consultar informações e resolver tarefas pontuais. Já os mais jovens a tratam como alguém de confiança: o modelo acompanha o histórico de conversas e conhece o contexto da vida de cada pessoa, o que reforça a sensação de intimidade.
É esse grau de familiaridade que o executivo classificou como "dependência emocional excessiva". O tema chama atenção porque parte de quem vende a tecnologia, e não de críticos externos.
Conversas com IA não têm sigilo
Altman também chamou atenção para outro ponto: conversas com o ChatGPT não têm a proteção legal de confidencialidade que existe numa sessão com psicólogo, médico ou advogado. Quem usa o chatbot para desabafar sobre problemas pessoais deve considerar que esse conteúdo pode, em certas circunstâncias, ser solicitado judicialmente.
Como usar sem depender
A seguir, algumas recomendações editoriais para quem usa assistentes de IA no cotidiano:
- Use como apoio, não como árbitro. Peça argumentos, cenários e perguntas para pensar melhor, mas mantenha a decisão com você.
- Confronte a resposta. Assistentes de IA podem errar e tendem a concordar com quem pergunta. Vale checar informações importantes em fontes independentes.
- Evite dados sensíveis. Documentos, senhas, dados de saúde e detalhes íntimos não deveriam ir para um chat sem necessidade.
- Procure ajuda profissional em temas delicados. Saúde mental, questões jurídicas e financeiras exigem especialistas.
O que fica
A declaração de Altman não indica que o ChatGPT seja inseguro por si só. Ela mostra que o uso real das ferramentas de IA já foi além do que se imaginava no lançamento, e que a discussão sobre limites, transparência e privacidade precisa acompanhar essa mudança.
Fontes consultadas:









